Chorar. Um tema que conheço bem e que normalmente gosta de me acompanhar. Dir-se-ia que já é um "velho amigo". Mas nestes dias, neste dias que me têm sofucado pela tua ausência fisica mas essencialmente escrita, eu não tenho chorado. Não me apetece chorar talvez. Acho que as lágrimas secaram pelo motivo de não fazerem com que nada aconteça. Por mais que chore continuo a sentir a tua ausência. Por mais que chore tudo continua igual. Por mais que chore não me sinto mais leve. Pelo contrário, sinto-me mais pesada por dentro. Sinto o coração corroído pela necessidade de ti. Pela falta, pelo indispensável que tu me consegues ser. Porquê?
Há pessoas que os outros dizem não ser as melhores para nós, não nos merecerem, apesar de dizerem que lhes somos essenciais e que gostam de nós ou que nos amam. Se são assim porque não fazem por merecer a pessoa que fazem sofrer? E porque é que os outros que dizem "Ele/a não te merece." não abrem a perspectiva e tentam ver mais lados da moeda? A moeda não tem só duas faces, tem mais mas invisíveis. Acredito que ainda há quem sofra por amor correspondido, por um amor que comete os erros e não aprende e continua a dizer que precisa da pessoa que sofre, e que esta, por sua vez, mantém aquela luzinha de esperança mínima da mudança. Do dia em que tudo será diferente. Acredito que algumas dessas pessoas conseguem ter esse desejo concedido. Acredito. Não encontrei nenhuma ainda, pelo menos nunca mo disseram. Mas quero acreditar que existem. Quero acreditar que há pessoas que abrem os olhos mais cedo ou mais tarde e mudam por amor. Que se apercebem realmente de tudo o que fazem, apesar de antes já afirmarem sabê-lo, e que finalmente agem. Que finalmente tomam rédeas da sua vida e lutam pelo amor que querem, que os faz respirar. Acredito que um dia deixam realmente os erros entrarem e não passarem ao lado, e decidem aceitar a sua lição e melhorar o que estava estragado.
Acredito que o amor pode mover montanhas. Acredito que a pessoa que ouve o "ele/a não te merece" e o amor que sente acompanhado daquela pequena esperança, um dia recolhem os seus frutos. Acredito que se lutamos tanto assim por quem "não nos merece" um dia somos recompensados. Com esse amor que na altura não nos merece ou mesmo com um novo que decidiu surgir no meio do nosso caminho.
Estou encalhada num desses amores sofridos. Sofro pela pessoa por quem tenho um grande carinho, ela faz-me sofrer e mesmo assim eu continuo. Comete erro atrás de erro. Pede desculpa atrás de desculpa. Diz saber que erra comigo mas que se sente arrependida, mas que também não consegue mudar. Que é dificil. Será assim tão dificil de verdade? Não penso que seja. Quando se traça um objectivo quer-se cumpri-lo. E é isso que falta. O objectivo de emendar o estrago contínuo. Enquanto isso não surge, eu sofro. Não consigo soltar-me da teia. O coração foi demasiado preso para fugir. O corpo e a mente podem até seguir em frente. Mas o coração está muito para trás. E faz doer o resto. Faz o corpo ser pesado e a mente rechear-se de dor por ambos o tentarem arrastar pelo caminho que racionalmente tento seguir. O coração está lá. Ficou lá. E diz para eu chorar. Para gritar. Mas não consigo. Não quero. As lágrimas não mudam nada. Os gritos são sufocados. Ninguém está lá para receber. Ninguém está lá para entender. Ninguém está lá para acabar com eles. E é isso que me faz sofrer ainda mais. Acreditar e estar à espera que o "impossível" comece a acontecer.
O rapaz sempre existiu. Mas o homem surgiu e guardou-o num cantinho onde ainda o possa visitar. És homem com alma incompleta. Procura a restante no teu peito, perdida em memórias, em questões, em problemas existenciais, em bocados de um passado que se vai construindo com recordações e esquecimentos. Lá encontrarás o rapaz que um dia foste e que te fez viver verdadeiramente. Os cheiros e odores, o toque do real, do puro, que te fez ver para além do pensamento, sem pensamento. Onde tudo era básico e não partia de mais principios. Unicamente de um: viver.
Mas o homem eventualmente surgiu. Trouxe as emoções no seu auge do verdadeiro e do falso, trouxe as máscaras, a mentira, a responsabilidade, o saber do errar. Fez-te ser duro. Exigiu mais de ti. Por vezes mais do que podias dar. Deu-te preocupações e problemas. Quis que tu soubesses o que é lutar. Contudo, não esqueças o rapaz. Precisas dele. Busca-o no fundo do teu ser. Necessitas dos horizontes que ele te abria, do que ele te oferecia. Recupera-o, meu bem. Ele é-te essencial em muitos momentos. Ele é simples, o seu pensamento é de só um dia, ele vive. Recupera-o e alia-te a ele. E sê feliz.
Este texto foi escrito para um amigo. Decidi colocá-lo aqui, o meu blog de textinhos que já mais parecia abandonado.
Não vale a pena fugir. Fugir é só uma solução temporária aos problemas. Nada mais do que isso. Posso fugir sim mas isso não resolverá seja que problema for. E cada vez que eu fujo e me encontro num lugar diferente, novos problemas me assolam. Não me vale a pena fugir. Não quero mais problemas. Quero resolvê-los... mas não consigo. Alguns são pesados demais para a minha cabecinha e coração. E eu perco-me sem forças para vencê-los. sinto-me incapaz de o fazer sozinha. E ou fujo ou busco forças em outros lados. A amizade por vezes ajuda, mas não em todos. Mas eu sinto-me desmotivada e não quero enfrentar os problemas. É cansativo e desgastante. E eu sou uma cagarolas que não gosta de viver com más consequências. Por isso mesmo, neste mesmo instante, quero fugir. Fugir para longe, ou mesmo para bem perto. Refugiar-me nos braços de alguém que seja capaz de o fazer e em que eu me sinta bem e protegida. Que me dê os momentos necessários para que eu consiga erguer a cabeça e acabe sendo capaz de correr novamente o mundo procurando cada problema que me aterroriza e, de mão dada, me faça sorrir face a cada um e me ampare cada queda. Eu sei que contigo sou capaz. Dá-me a mão. Quero-te enfrentando o mundo em conjunto.
É em dias como o de hoje que sinto vontade de apanhar o primeiro autocarro e voltar aos locais que tão bem conheço. Antes sentia-me perdida neles, hoje penso que nunca me encontrei tanto como neles. Este sítio ainda é o desconhecido e ainda não sou capaz de me soltar como pretendo. Tenho medo deste escuro que está do outro lado da janela. Queria tanto regressar, nem que fosse por uns meros instantes deste agora, para respirar, sentir os odores, o ar destes locais onde um dia me senti perdida. Aqui ainda não construi a segurança necessária. Sei que talvez um dia ela chegue, mas até lá... o meu desejo é este, em dias como os de hoje, de lá voltar. Abraça-me, preciso de um porto de abrigo.
Por vezes surge uma vontade imensa de libertar a mente em palavras escritas. Por vezes a vontade de as gritar é maior. Mas não deixam de ser as minhas palavras. Aquelas que na minha mente se formaram, uniram. Foram criadas com o coração, trabalhadas com a cabeça. São fruto da minha intenção, do meu desejo. Apesar de muitas que pensei, estas possuem um significado. Um significado que só aquele que as receber poderá decifrar correctamente. Pois esse alguém recebê-las-á juntamente com o sopro do meu coração, dadas com um beijo invisível, com todo o meu sentimento colocado na palma da mão, nu e cru. Saberás recebê-las. Eu sei que sim. Pois elas só em ti encaixam. Qualquer outro que as roube não conseguirá saber o seu verdadeiro significado. Elas estão destinadas exclusivamente a uma única pessoa, aquela por quem o coração decidiu lutar todos os dias, por quem os sonhos sonham diariamente, pela qual os dias parecem compridos e de certa forma cansativos se não a tiver mas que apesar de tudo acabam ocupados pelo pensamento de mil e uma cenas vividas. Palavras repetidas vezes sem contas, sentimentos, sensações, olhares. És o receptor único destas palavras que escrevo com alma, como parte do meu corpo, algo que eu digo pertencer-te. Coloca a tua mão no peito, sente algo profundo e diferente. Usa o teu olhar e vê com atenção, tens lá algo gravado, as tais palavras. Guarda-as e estarás a guardar a chave do meu ser.
Ontem fiz os 18 anos. Tive um dos melhores aniversários da minha vida e foi passado longe da minha terra natal, dos amigos de infancia e etc, da familia. Mas senti-me bem aqui onde estou a estudar (Setúbal). Devo dizer que, geralmente, me sinto sempre. Sinto que quando parti, uma barreira que rodeava a minha cidade fez com que o meu corpo, e tudo mais, abandonassem os problemas, as discussões, a dor maior. Tudo isso parece lá ter ficado retido graças a essa barreira invisivel. Fico grata por esse aspecto pois faz-me sentir mais leve aqui onde agora me encontro. Apesar de tudo, por vezes, sinto um vazio voltar, algumas sensações deixadas lá regressam. Deixo-as entrar e apercebo-me mais facilmente que elas rapidamente deixam de me incomodar. Não sei porquê. Mas parece-me bem.
Mas ontem... ontem quando cheguei a casa e vi o ecrã do computador fiquei com uma sensação estranha. Vi o que ele tinha escrito e, de certa forma, não fiquei indiferente. Senti-me esquesita de um modo triste. Talvez por ele se ter finalmente apercebido de que por vezes consegue ser o grande idiota e perder várias coisas. Várias vezes me sinto a gozar com esse aspecto ignorante dele. De lhe dizer um "bem feita, foi merecido". Mas ontem senti algo diferente. Mas não pena dele.
Olhei para mim. E voltei a fazer algo que já não fazia desde que cá cheguei. Pensar em tudo o que deixei, o que senti, as coisas que "abandonei". Tive vontade de chorar um bocado. Senti a falta de um abraço. De um apoio. Mas por incrivel que pareça, so desejei o abraço de uma unica pessoa. Aquela que encontrei mal cheguei aqui e que me fez acreditar de novo. Consigo sorrir com mais regularidade. Sinto-me preenchida, segura, fortalecida. Tudo parece ficar mais facil quando me encontro com ele. A paz que me transmite cada toque, cada palavra. Indiscritivel. E ele é simplesmente ele. Ele, pode se dizer, é como eu. No aspecto que mais me toca. O elo que criei e crio diariamente com ele parece mais forte. Cada vez o sinto mais penetrado na pele, na carne, no coraçao, na alma.
Não tive intenções de nada disto acontecer quando chegasse cá, apesar de um dia ter brincado com o assunto. Mas ontem quando me veio aquele momento de pensamento... apercebi-me que se nada disto tivesse acontecido, se eu não tivesse vindo para aqui, se não o tivesse conhecido, tudo seria diferente. Provavelmente mais dificil de enfrentar.
Falamos dos medos, das inseguranças, das certezas, do sentimento. E toda a vez que isso acontece sinto que não é real, que é demasiado verdadeiro para me ter acontecido e estar a acontecer. A confiança dei-lha toda, ou quase toda, como nunca a dei. A vontade de fazer tudo por ele é enorme. Sinto-me perdida em todo o seu ser, de um modo agradável a tudo o que sou. E quando me agarro a ele sinto tudo o resto desaparecer, o tempo ficar parado, e inspiro, acredito, e sonho a realidade ali presente. O único desejo é de que nunca acabe pois ele lavou os olhos, a alma e o coração de tudo o que um dia me fez chorar, gritar, sufucar. Quero ser o seu porto de abrigo tal como ele mo é.
E o outro...o outro não o apaguei, mas tirei-lhe o sentimento. Hoje pertenço a alguém diferente, a quem realmente me quero dar totalmente e completamente. Tenho 18 anos, entrei numa nova etapa da minha vida, estou com uma pessoa que me faz acreditar no que sou e no desejo de nunca mudar, conheci novos rostos e coraçoes e alguns deles desejo guardar durante tempo indeterminado, e posso dizer...que me sinto a mesma pessoa, aquela que sempre fui mas mais natural e feliz.
Os meus medos são terríveis e me deixam insegura. Guardo grande parte deles comigo, não os enfrento. Agora, neste momento, decidi que quero revelar alguns. Porque me sufocam. E se souber que os despejei para algum lugar talvez me consiga sentir melhor e pronta a superar alguns deles, a maior parte se for possível. Aqueles que recentemente me adoram assombrar. Quero superar esses medos. Eles destroem-me, corrompem-me.
Começando pelo mais temível. Tenho medo de um dia acordar SOZINHA. Tenho medo de não encontrar alguém decente para me amar e ser amado. Tenho medo de VIAJAR, a cada viagem prevejo na minha cabeça mil e uma formas de acontecer algo terrível. Tenho medo da minha INSEGURANÇA e INDECISÃO. Tenho medo de zonas onda a água é profunda, NÃO SEI NADAR. Tenho medo de me dar a CONHECER. Tenho medo de MIM. Tenho medo de TE PERDER. Tenho receio que NÃO GOSTES MAIS DE MIM. Tenho medo de que andes comigo porque não tens coragem de assumir que já não sentes nada e que tens medo de acabar comigo. Tenho medo de pensar que já TE PERDI HÁ MUITO TEMPO. Tenho medo de que um dia ME ODEIES. Tenho medo de te dizer MUITAS PALAVRAS. Tenho medo de te perguntar se ainda gostas de mim. Tenho medo de simplesmente falar contigo. Tenho medo que em dias de trovoada caia um RAIO sobre o local onde me encontro. Tenho medo de ENVELHECER e ficar dependente de alguém. Tenho medo de um dia o meu PASSADO voltar para me assombrar. Tenho medo de chegar à universidade e não conseguir fazer amigos viáveis. Tenho medo de perder os que já tenho. Tenho medo de desiludir as pessoas. Tenho medo de não concretizar alguns dos meus sonhos. Tenho medo de que muitas pessoas estejam a agir falsamente comigo e a brincar com aquilo que sou. Tenho medo do AMOR. Tenho medo de muitos outros sentimentos. Do ÓDIO. Tenho medo de um dia mudar para pior a pessoa que sou. Não gosto de imaginar os que eu mais gosto partirem antes de mim. Não gosto de estar SOZINHA. Não gosto de muita CONFUSÃO. Não gosto de pensar que as coisas boas acabam. Nem que estas acabem mesmo. Não gosto do SOFRIMENTO. Não gosto de pensar que certas coisas que acontecem são culpa minha. Não gosto de ENGANAR. Não gosto de por vezes ter de tomar certas opções porque não há outras. Não gosto do vazio que por vezes sinto em mim e tenho medo de que ele cresça. (não consigo pensar em mais nada, tenho a cabeça vazia demais.) INACABADO.
Olhar para trás, por vezes, faz bem há pessoa que somos. Há momentos do presente em que nos sentimos mal e quando nos lembrámos de olhar para trás percebemos que já passamos por algo idêntico e que superámos. Aprecebemo-nos também de que podem ter havido palavras que marcaram, gestos, atitudes. Coisas que recordando agora são capazes de nos fazer soltar uma lágrima. Não sei se de tristeza, se de alegria. Uma lágrima incógnita. Mas que por um minuto nos faz acreditar em nós e nos faz desejar lutar por algo na nossa vida. Voltar a superar como naquele passado. Às vezes é mesmo disto que precisamos, recordar certos aspectos passados para conseguirmos resolver um presente que nos foge. Reaprender a lição que um dia tivemos. E voltar a sentirmo-nos capazes.
E dói cá dentro. No coração. Sinto uma rosa cravada no peito que fá-lo verter lágrimas de sangue por alguém que um dia lá permaneceu e agora me parece fugir. A dor é tão grande que não consigo chorar. Os olhos permanecem secos. Desejo-o. O meu fruto proibido. A boca anseia por seus lábios frios e molhados. O corpo deseja pressão do toque tão amado. De um abraço possuidor da minha carne virgem. Os ouvidos querem o sussurro que me faz estremecer toda. As palavras proibidas. As palavras mais desejadas. As mais importantes. Que me farão desistir de tudo para ser tua. Tua nesta cama que fizemos e agora desejo desmanchar enrolada nesse teu corpo de homem. Possuir-te. Possuíres-me. Despe-me com os olhos, com as tuas palavras malditas. Vem meu amor. Agarra-me forte. Arranca-me estes farrapos que me afastam da tua pele. Faz-me tua. Faz-me gritar pelo teu nome. Grava-o, crava-o no meu peito para nunca mais de lá sair. Sê o final dono do meu coração. Arranca-o do meu peito e coloca lá o teu.
Faz-me mil e uma promessas que não podes cumprir. Maltrata-me. Faz-me sofrer. Tudo por uns meros instantes. Os suficientes para eu perceber o quanto gosto de ti. O quão importante me és. E no fim. Diz-me para me ir embora e nunca mais voltar. E quando eu te virar costas e deixar finalmente as minhas lágrimas caírem, corre atrás de mim. Agarra-me como nunca. Aperta-me contra ti. Beija-me o pescoço que pede a tua boca. Marca-o. Coloca a tua mão na minha face. Vira-a de modo a fixar os teus olhos. E diz-me. Diz-me todas as palavras no silêncio penetrante do teu olhar. Aquele que me faz perder dentro de ti. E desta vez, faz-me chorar de alegria. Por te ter. Por me pertenceres sem te possuir.
Vozes sufocadas pela música. Muitos corpos. Numa dança instintiva. Os sentimentos que percorrem o corpo. As sensações. A liberdade. Eles conseguem soltar-se. Colocam os problemas de lado e dançam. Procuram a dança por isso mesmo. Libertarem-se do presente, das preocupações ou até mesmo para celebrar uma alegria apenas dançando. E eu… eu vim para este lugar sabe-se lá como. Adormeci num momento e no outro acordei neste espaço onde música e luz marcam ritmo e fazem deste lugar algo superior. Não sei quem me trouxe. Não sei quem me levou. Não sei se terei até sido eu pelo meu próprio pé a deslocar-me aqui. Mas de que me vale pensar nisso agora? Estou aqui neste mesmo instante, neste mesmo local e sinto-me vazia. Não me apetece levantar os olhos e tentar procurar alguém por estas pessoas. Não quero importunar a dança de quem seja. Procuro levantar-me e deslocar-me à porta de saída. Demasiado pesado se encontra o corpo. Não consigo libertar-me dos pensamentos recorrentes. Não consigo dispensa-los por uns momentos para que me libertem e me ofereçam a oportunidade de girar o meu mundo numa música. A vontade de fazer seja o que for desvanece-se. Não tenho vontades. Não tenho desejos. Há muito a ambição fugiu. A esperança reaparece de vez em quando. E eu vou vivendo assim. Tenho toda a força do mundo dentro de mim e tranco-a a sete chaves. Eu não quero dançar. Quero ficar onde estou, quieta e indiferente aos outros. O meu lugar não é este.